Fusões e aquisições movimentam agronegócio no início do ano

Um caminho sem volta. Assim é o mercado de fusões e aquisições que, nos últimos anos, tem modificado o cenário macroeconômico do agronegócio brasileiro. Há muitas variáveis que mostram que a movimentação iniciada com as fusões nas indústrias chegaria naturalmente ao canal de distribuição. Sem o acesso ao mercado, realizado costumeiramente pelo distribuidor de insumos agropecuários em todos os estados brasileiros, não haveria relacionamento contínuo com o produtor no campo e meios de escoamento e armazenamento de alimentos, em especial a proteína, principalmente para os países que estão realizando esses investimentos como é o caso da China, Índia, dentre outros.
Evidentemente, a primeira análise feita e levada em consideração pelos grupos investidores é o fato do Brasil ter um potencial de produção de alimento que nenhum outro país do mundo tem, e isso, num cenário para os próximos 20 anos. Depois, há de se levar em conta que o país explora apenas 7% de sua área, ou seja, há muito para se crescer.
Estes dois aspectos são analisados constantemente pelos investidores, somado ao fato do agronegócio ser um excelente investimento, além de estratégico. Novas fusões certamente estão a caminho em 2018 e, devido ao compliancenecessário, as concretizações de negócios serão divulgadas apenas quando se tornarem realidade. Assim é com a indústria e com o setor de distribuição não seria diferente.

 

“Passamos por um processo inicial tanto na indústria quanto no mercado de distribuição de insumos agropecuários. O momento agora é de consolidação”.

Henrique Mazotini, presidente executivo da ANDAV

 

A ANDAV previu tais movimentações de aquisições e fusões de negócios há alguns anos, sendo tema, inclusive, de discussões nas plenárias do Congresso, que definiu o movimento de consolidação como a união de empresas distribuidoras com o objetivo de ficarem mais fortes, com uma maior participação do mercado, que é bastante dinâmico e necessita de capital de giro crescente e de muita gestão estratégica.
A associação também apontou, dentro desse raciocínio, a necessidade dos distribuidores terem balanços auditados, um processo de governança pleno e robusto, estruturação de sucessão, tudo dentro de um amplo planejamento, bastante profissional e devidamente orientado para o crescimento operacional. Como foi dito anteriormente, as fusões e aquisições estão apenas começando. Resta saber por quanto tempo mais haverão surpresas e impactos gerados por essas mudanças e como será a ascensão do canal de distribuição agropecuária dentro da cadeia do agronegócio.
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